domingo, 24 de março de 2013

O medo não existe.

Abstracto e compacto. Intuitivo e abrasivo.

Medo do começo. Medo do fim. Medo do ontem. Medo do amanhã. Medo do conhecido. Medo do desconhecido. Medo do certo. Medo do errado.
MEDO DO MEDO.
Medo de compreender o medo.

Potente e abstinente. Surreal e irreal.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Manjares congelados.


Mês ofuscado.

Num bar decomposto e nublado situado na alma nocturna do nariz nacional, ficou deslumbrado um vulto de camisola branca que acompanhava outro vestido de preto. Deslumbrado ficou pelo olhar cor-de-mel, suplicante e espontâneo, de uma prisioneira de cabelos compridos e radiosamente lúgubres. 
Umas mensagens escritas num exaustivo Blackberry e instintivamente animalesco e racional, ficou talhado explorar uma odisseia mútua. Sem cessar, viajaram o vulto de camisola branca e a prisioneira separadamente juntos durante vinte e oito dias e serão mais uns e outros. Dias tempestuosos virão, mas com a tempestade vem a bonança. 
Silvas irão cegar olhos e tesouras afiadas irão cortar. Felizmente, o cabelo cresce, as lágrimas escorrem e com isso, voltará a ver-se tudo. 










quarta-feira, 6 de março de 2013

Tédio.

Krakatoa, krakatoa, krakatoa.
Nada a ver com o Kraken, nem com karaoke.
É antes um sentimento nostálgico e entranhado.
Manifesta-se usualmente em horas de fastio.
(Ou na companhia de um papagaio falante.)