quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Sono.

Olhou à sua volta e só encontrou luas cheias e efervescentes. Umas com uma subtil luminosidade e outras radiantemente energéticas. Fechou os olhos e imaginou-se altivo no meio do negro coloidal. Reabriu os olhos e pasmado viu apenas uma lua. Já nem sequer estava cheia.
Encontrou-a distante e fragmentada, escondida sob o cortinado, tal unha roída cuspida e abandonada pelo céu. Aturdido com a luz made by humans repentina, branca e incandescente, esfregou os olhos e coçou os restos de remela, já rígidos, olhou de relance para o relógio, da cabeceira, com ponteiros fluorescentes. Piscou vagarosamente as pálpebras e voltou a contemplar o relógio. 
E, assim, fechou de novo os olhos, penetrando em mais um poço profundo.